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	<title>Peneira para Moinhos &#8211; Moinhos Vieira</title>
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	<description>Moinhos de Martelo para Grãos, Cereais, Especiarias, Fármacos e Químicos</description>
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		<title>Aumentando a performance dos moinhos atuais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Moinhos Vieira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2017 10:59:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Peneira para Moinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Pet Food]]></category>
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					<description><![CDATA[Aumentando a performance dos moinhos atuais na indústria Pet Food Artigo publicado na Revista Pet Food &#8211; nº 42 Edição:9638 em 2016 1 – ANÁLISE DO MERCADO DE PENEIRAS PARA MOAGEM Em artigo publicado na Revista Cães e Gatos (ano 31 &#8211; nº 194 pag. 20 &#8211; out/15), o pesquisador Rodrigo Bazolli, observou que o grau [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1>Aumentando a performance dos moinhos atuais na indústria Pet Food</h1>
<p><strong>Artigo publicado na Revista Pet Food &#8211; nº 42 Edição:9638 em 2016</strong></p>
<h2>1 – ANÁLISE DO MERCADO DE PENEIRAS PARA MOAGEM</h2>
<p>Em artigo publicado na Revista Cães e Gatos (ano 31 &#8211; nº 194 pag. 20 &#8211; out/15), o pesquisador Rodrigo Bazolli, observou que o grau de moagem influencia diretamente na digestibilidade do alimento e no PH das fezes. De acordo com ele, a questão não está somente nas matérias-primas, mas sim, em como elas são processadas, além disso a menor moagem (sic) proporciona maior fermentação bacteriana, e, possivelmente uma ação pré biótica que favorece a saúde a microbiota intestinal.</p>
<p>Apesar dos estudos avançados e pesquisas recentes aplicadas no segmento de moagem das formulações pré-mix, um dos grandes problemas que a industria de ração Pet Food encontra nos dias de hoje, está relacionado diretamente nas moagens micronizadas de suas matérias primas, quando se leva em consideração a <a href="https://moinhosvieira.com.br/peneiras-para-moinhos/">durabilidade das chapas perfuradas</a>, a padronização dos furos, e tempo de parada frequente para troca de peneiras no set-up´s de seus moinhos.</p>
<p>Em uma pesquisa feita pelo departamento técnico da Moinhos Vieira no 2º semestre de 2015, verificou-se que, das 40 empresas contatadas, atuais fabricantes de rações para cães e gatos, 38 empresas (95%) utilizam chapas perfuradas com furação paralela, entre 0.6 mm a 1.2 mm, em seus moinhos. Diante deste cenário, nossa equipe aplicou formulários para identificar os motivos pelos quais levaram essas empresas optarem por esta escolha.</p>
<p>Comparando os dois principais formatos de perfurações de chapas conhecidos neste mercado, o furo paralelo e o furo cônico, identificamos que os fabricantes de rações optam pelo formato de furação paralela em função do baixo custo de aquisição e aproveitamento maior de área perfurada, porém, a cadeia de fornecimento deste item tem causado “dores de cabeça” em muitos empresários e gerentes industriais, pois, em sua maioria, os fabricantes de chapas perfuradas do mercado são empresas que atuam também fora do mercado de moagem e fornecem suas peças para diversos ramos de aplicação, sendo o setor Pet Food uma parcela desta produção, onde não há por parte deles muito conhecimento e know-how específico das necessidades para este setor.</p>
<p>Ainda nesta pesquisa, levantou-se outras informações importantes junto aos fabricantes de rações que foram pesquisados. Segundo eles, são fatores que impactam negativamente e diretamente na produção diária na fabricação da ração: A baixa durabilidade, à desgaste e a impactos, das peneiras de furo paralelo, devido a baixa espessura da peneira, e a dificuldade em manter um padrão de qualidade, em relação à tamanho de furo e disposição dos mesmos. Tudo isso faz com que estes fabricantes de rações fiquem sem muita opção para lidarem com a situação atual e melhorarem a performance de seus moinhos atuais.</p>
<p>Sendo assim, a equipe da Moinhos Vieira realizou um estudo de caso, em parceria com um grande fabricante de ração para cães, o qual possui um melhor controle das informações relativas a durabilidade e confiabilidade do uso de suas peneiras, para que pudéssemos desenvolver um produto(peneira) que alcançasse melhores resultados em seus moinhos atuais sem que perdessem o custo X benefício atual. Vale a ressalva que neste estudo não foram utilizados moinhos de fabricação da Moinhos Vieira.</p>
<h2>2 – ESTUDO DE CASO</h2>
<p>Para um correto desenvolvimento de um projeto deste porte, a maior necessidade e consequentemente dificuldade, é a disponibilização de informações confiáveis para correta tomada de decisão. Neste caso, optamos por um fabricante de ração que aplicasse o melhor controle, mensuração e gestão no uso das suas peneiras e aceitasse esse desenvolvimento. No entanto, por solicitação deste fabricante, firmamos o compromisso de manter os dados de produção e capacidade em sigilo. Para que o artigo tenha um entendimento mais prático, adotamos assim o nome fictício para a empresa abordada de “ALIMENTOS S/A”. Lembrando que todas as informações relativas à este estudo estão devidamente documentadas junto à Moinhos Vieira.</p>
<p>Através de visitas e reuniões prévias com o gerente industrial e com o engenheiro de produção da ALIMENTOS S/A, encontramos uma produção em grande escala, organizada e estável, porém, observamos o mesmo cenário já citado e que acomete a grande parte das empresas deste setor.</p>
<p>Inicialmente, a empresa “ALIMENTOS S/A” disponibilizou 3 moinhos de alta rotação com 75 Hp/cv cada, para que os testes fossem realizados, sendo que cada moinho utiliza 2 peneiras nas seguintes medidas: 620mm x 510mm.</p>
<p>Foram levantados dados prévios da produção destes 3 moinhos para que obtivéssemos dados comparativos reais ao longo do estudo.</p>
<p>Seguem no gráfico nº 1, alguns dados levantados de uma semana, caracterizando produção normal antes do início do projeto, conforme gráfico de acompanhamento abaixo.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4220" src="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico1.png" alt="" width="576" height="346" srcset="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico1.png 576w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico1-300x180.png 300w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico1-450x270.png 450w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p>Gráfico nº1 &#8211; Vida útil de peneira em relação à horas produtivas nos moinhos</p>
<p>A espessura da chapa perfurada que era comumente utilizada, permitia uma vida útil de aproximadamente 10 horas de produção sem nenhuma ocorrência. Porém, esta peneira padrão não resistia à impactos de corpos estranhos presentes no mix de moagem, vindo a romper com facilidade, diminuindo sua vida útil em até em até 40%(6 horas) , conforme ocorreu no 2º dia de produção da semana aferida antes do inicio do estudo.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4221" src="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico2.png" alt="" width="576" height="346" srcset="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico2.png 576w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico2-300x180.png 300w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico2-450x270.png 450w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p>Gráfico nº 2 &#8211; Tempo de Set-up dos moinhos em relação à produção</p>
<p>Ao analisarmos o gráfico nº2, constatamos que na moagem, a empresa “ALIMENTOS S/A”, tinha um déficit de produção de aproximadamente 3 horas e 75 minutos resultante da soma do tempo semanal de parada para troca de peneiras nos set-up´s de seus moinhos. Soma-se a isso o consumo de energia elétrica desnecessário, em função da rampa de partida do motor e a ocupação de mão de obra para esta atribuição.</p>
<h2>A – Propondo soluções: Buscando aumento da espessura da chapa.</h2>
<p>Diante dos dados acima, criou-se um plano de ação para encontrar uma opção de produto viável(peneira) para melhorar a durabilidade e consequentemente redução do tempo de set-up. Aplicando a metodologia PDCA (Planejando / Realizando / Checando / Agindo) e assumindo que a peneira paralela detinha o melhor custo benefício como já citado, iniciamos o planejamento de uma peneira de furação paralela, com maior espessura de chapa (50% mais espesso).</p>
<p>Projetando essa chapa perfurada e simulando as forças envolvidas nas puncionadeiras CNC da Moinhos Vieira, percebemos que ao aumentarmos a espessura da chapa, alteraríamos o equilíbrio de força entre a puncionadeira e os punções (responsáveis pela furação), ou seja, para que aconteça a perfuração paralela é preciso que diâmetro do furo paralelo seja igual ou maior que a espessura do aço a ser perfurado. Exemplo: Se o furo for paralelo 0.6 mm, ele só poderá ser perfurado em chapas com espessuras de até #0.6 mm. Sendo assim, devido a inviabilidade técnica, abortamos a elaboração da tentativa de desenvolvimento dessa perfuração.</p>
<h2>B – Propondo soluções: Buscando aumento da resistência através de tratamento térmico.</h2>
<p>Dessa forma, decidimos manter a espessura da chapa perfurada com furação paralela. Mas ao submetermos a chapa perfurada padrão ao tratamento térmico, controlando todas as variáveis de tempo e temperatura, notou-se diversas trincas estruturais, demonstrando não ser possível realizar tratamentos neste tipo chapa com furação paralela (mantendo a espessura padrão) sem colocar em risco o processo de moagem.</p>
<h2>C – Panorama atual</h2>
<p>Como a <a href="https://moinhosvieira.com.br/peneiras-para-moinhos/">furação cônica</a> possui ângulo e permite o puncionamento em material mais espesso que o diâmetro de vazão (ver imagem abaixo), encontramos nesse formato as condições ideais para alcançar a durabilidade esperada.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4222" src="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico3.png" alt="" width="452" height="479" srcset="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico3.png 452w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico3-283x300.png 283w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico3-450x477.png 450w" sizes="(max-width: 452px) 100vw, 452px" /></p>
<p>Porém, simulando a tela em CAD e comparando as áreas de vazamento de ambos os modelos (Atual – furação paralela e Proposta – furação cônica) percebemos uma perda de área vazada de aproximadamente 30% em relação a tela de furação paralela.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4223" src="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico4.png" alt="" width="567" height="223" srcset="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico4.png 567w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico4-300x118.png 300w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico4-450x177.png 450w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p>Assim chegamos ao panorama atual do mercado. Temos uma peneira paralela onde perdemos a produtividade pela frequência de paradas do moinho devido a fragilidade à impacto e desgastes, e outra onde a furação cônica, nestes quesitos, perde-se na vazão de moagem, já que as <a href="https://moinhosvieira.com.br/peneiras-para-moinhos/">peneiras cônicas</a> , na maneira que eram manufaturadas, não acompanhavam o fluxo de extrusão. Baseado neste aparente paradoxo e adotando a vazão de moagem na peneira como premissa, a Moinhos Vieira iniciou um estudo microscópico e dimensional (imagem abaixo), buscando encontrar um produto cuja redução de set up não impactasse na vazão de moagem que a empresa “ALIMENTOS S/A” necessitava para seu volume de produção.</p>
<h2>D – Um nova realidade para a Industria Pet Food</h2>
<p>Após 30 dias de desenvolvimento, o departamento de engenharia da Moinhos Vieira, desenvolveu em suas puncionadeiras uma chapa perfurada cônica 20% mais espessa que a padrão, porém com somente 5 % à menos em área vazada. Como apenas a diferença de espessura não seria suficiente para tornar a peneira durável, submetemos esta chapa perfurada cônica mais espessa ao tratamento térmico para que alcançasse a durabilidade desejada. Após seis dias em testes neste cliente, obtivemos os seguintes resultados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4224" src="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico5.png" alt="" width="576" height="346" srcset="https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico5.png 576w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico5-300x180.png 300w, https://moinhosvieira.com.br/wp-content/uploads/2016/12/peneira-para-moinhos-estudo-de-caso-grafico5-450x270.png 450w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<h2>3 – CONCLUSÃO</h2>
<p>Depois de 4 meses de trabalho, encontramos no comparativo entre a peneira desenvolvida pela Moinhos Vieira e a peneira padrão utilizada convencionalmente pela empresa “ ALIMENTOS S/A” valores que superam nossa expectativa:</p>
<p>Ganho de 30% de vazão, ou seja em produtividade. A <a href="https://moinhosvieira.com.br/peneiras-para-moinhos/">peneira de furação cônica</a>, 20% mais espessa e com tratamento térmico, desenvolvida pela Moinhos Vieira, apresentou uma durabilidade média de 22 horas de produção, em contrapartida a peneira padrão convencional apresentava média de 10 horas de trabalho no moinho.</p>
<p>Redução real de 82% de paradas por peneira furada. O tempo de set-up na semana de teste com a peneira de furação cônica desenvolvida foi de 60 minutos. No mesmo tempo de produção (seis dias contínuos), a peneira convencional utilizava cerca 200 minutos.<br />
Portanto, neste estudo de caso, a nova peneira de furação cônica desenvolvida pela departamento de engenharia da Moinhos Vieira (furação cônica com tratamento térmico), alcançou até 4 vezes mais durabilidade ao desgaste e ao impacto que a peneira padrão convencional, reduzindo o tempo de set-up, utilização de operador e consumo de energia (partidas do motor) em 70 % em relação a peneira convencional (furo paralelo).</p>
<p>Como consequência dessa redução de tempo de moinho não parado, ao longo desses 6 dias de teste, a empresa estudada apresentou um rendimento a mais de 30% em sua produção se equiparada ao uso da peneira padrão convencional. Ou seja, ao utilizar a peneira desenvolvida pela puncionadeiras CNC da Moinhos Vieira, é possível a redução de tempo de set-up (70%) e um rendimento produtivo superior ao modelo utilizado (30%), comprovando as vantagens da utilização deste novo modelo de peneira de furação cônica para mercado Pet Food.</p>
<p>Atualmente, até o dia em que este artigo foi enviado para editora, este estudo foi validado por mais 5 grandes fabricantes de ração para cães e gatos, os quais agora a Moinhos Vieira fornece frequentemente suas peneiras cônicas de alta performance.</p>
<p>Autores:</p>
<p>Paulo Rafael Cardoso &#8211; Dep. Técnico/Moinhos Vieira<br />
Emílio Eduardo Pavanelli &#8211; Engenharia/Moinhos Vieira<br />
Flavio Augusto Pavanelli &#8211; Diretor/Moinhos Vieira</p>
<p>E-mail: comercial@moinhosvieira.com.br</p>
<p>Telefone: +55 15 3251-4558</p>
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